Meu diamante é meu Castelo
Sou filha desse chão, Diamante, no
meio do sertão. Aqui vivi quando criança com meus pais e irmãos. Minha casa era
bem simples, de taipa, com quatro cômodos: varanda, cozinha, e dois quartos. Eu
dormia em um dos quartos com meus pais. No outro minha avó materna, e na sala,
nas redes armadas nas travessas da casa dormiam meus irmãos.
Tive uma infância tranquila, brinquei
muito de bonecas de pano feitas pela minha mãe, e outras, sem nenhum luxo, mas
com fascínio e encantamento elas descontraiam meu dia e me faziam feliz.
Meus pais sempre estavam por perto
ensinando como devíamos nos comportar. Minha mãe mais do que meu pai, pois
naquela época era papel da mãe educar os filhos.
De repente tive de sair do meu
Diamante, pois a escolinha onde eu estudava não tinha mais a série que eu e
meus irmãos iríamos fazer.
Meu Diamante viraria a morada do final
de semana. E eu visita.
Ir morar na cidade, deixar o meu Diamante,
ali, largado foi uma situação que me marcou muito.
Na cidade tudo parecia fora do
lugar. A escola não me encantava, os colegas de sala não sorriam, eu não me
encontrava. Nem azul eu via naquele céu que parecia sempre amarelo.
Até que redescobri meu Diamante.
Um Castelo - de pedra cercado de
história. Esse era o todo do meu Diamante. Aqui me casei, tive dois filhos
lindos e me formei professora para ajudar outras pessoas descobrirem seu
diamante. Estes foram momentos mágicos na minha vida.
Muita coisa mudou, meu Castelo
acompanhou as mudanças, mas esqueceu de refletir sobre diamantes raros como
campo verde, canto de passarinho, rios de águas transparentes,
respeito ao chão que se pisa.
Que lembranças eu, Irene Martins
Bastos, tenho de 35 anos atrás. Um tempo que nem faz tanto tempo, mas que já
deixa saudades do tempo que pais e filhos trilhavam de mãos dadas as estradas
da vida.
Marcos Vinicius Martins da Silva 8º A- Texto de memórias baseado na
história de vida de Irene Martins Bastos.
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