domingo, 7 de agosto de 2011

UNIDADE ESCOLAR PROFESSORA OSMARINA VIEIRA DE S. MOREIRA
DISCIPLINA LINGUA PORTUGUESA
PROFESSORA RITA MARCELINO
ALUNO________________________________________________________

                           ATIVIDADE PARA VERIFICAÇÃO DA APRENDIZAGEM

A PEDRA NO CAMINHO
         Conta-se a lenda de um rei que viveu num país além-mar há muitos anos. Ele era muito sábio e não poupava esforços para ensinar bons hábitos a seu povo. Freqüentemente fazia coisas que pareciam estranhas e inúteis; mas tudo que fazia era para ensinar o povo a ser trabalhador e cauteloso.
        – Nada de bom pode vir de uma nação – dizia ele – cujo povo reclama e espera que outros resolvam seus problemas. Deus dá as coisas boas da vida a quem lida com os problemas por conta própria.
          Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio.
          Depois foi se esconder atrás de uma cerca, e esperou para ver o que acontecia.
          Primeiro veio um fazendeiro com uma carroça carregada de sementes que ele levava para moagem na usina.
         – Quem já viu tamanho descuido? – disse ele contrariadamente, enquanto desviava sua parelha e contornava a pedra. – Por que esses preguiçosos não mandam retirar essa pedra da estrada? – E continuou
reclamando da inutilidade dos outros, mas sem ao menos tocar, ele próprio, na pedra.
          Logo depois, um jovem soldado veio cantando pela estrada. A longa pluma do seu quepe ondulava na brisa, e uma espada reluzente pendia à sua cintura. Ele pensava na maravilhosa coragem que mostraria na guerra.
         O soldado não viu a pedra, mas tropeçou nela e se estatelou no chão poeirento. Ergueu-se, sacudiu a poeira da roupa, pegou a espada e enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente haviam largado uma pedra
imensa na estrada. Então, ele também se afastou, sem pensar uma única vez que ele próprio poderia retirar a pedra.
          Assim correu o dia. Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam por causa da pedra colocada na estrada, mas ninguém a tocava.
         Finalmente, ao cair da noite, a filha do moleiro por lá passou. Era muito trabalhadora, e estava cansada, pois desde cedo andava ocupada no moinho.
         Mas disse a si mesma: “Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente. Vou tirá-la do caminho.”
          E tentou arrastar dali a pedra. Era muito pesada, mas a moça a empurrou, e empurrou, e puxou, e inclinou, até que conseguiu retirá-la do lugar.                                             Para sua surpresa, encontrou uma caixa debaixo da pedra.
          Ergueu a caixa. Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. Havia na tampa os seguintes dizeres:
          “Esta caixa pertence a quem retirar a pedra.”
           Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.
           A filha do moleiro foi para casa com o coração feliz. Quando o fazendeiro e o soldado e todos os outros ouviram o que havia ocorrido, juntaram-se em torno do local na estrada onde a pedra estava. Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.
          – Meus amigos – disse o rei –, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.
            Então o sábio rei montou em seu cavalo e com um delicado boa-noite retirou-se.
(Autor desconhecido. O Livro das Virtudes. Ed. Nova Fronteira, 1996)
QUESTÃO 01 – A personagem principal do texto é o (a):
a)filha do moleiro.
b)fazendeiro.
c)soldado.
d)rei,

QUESTÃO 02 – O fazendeiro com a carroça carregada de sementes ficou
contrariado porque:
a) teve de desviar e contornar a pedra.
b) não pôde mais prosseguir em sua viagem e teve de retornar.
c) não conseguiu retirar a pedra.
d) sua carroça tombou ao bater na pedra.

QUESTÃO 03 – A frase que caracteriza o clímax da história é:
a) “Todos que por ali passavam reclamavam e resmungavam ...”
b) “Já está quase escurecendo, alguém pode tropeçar nesta pedra à noite e se ferir gravemente.”
c) “Ela abriu a caixa e descobriu que estava cheia de ouro.”
d) “Revolveram o pó da estrada com os pés, na esperança de encontrar um pedaço de ouro.”


QUESTÃO 04 – Em relação à mensagem que o texto procura transmitir, o título “A pedra no caminho” significa que:
a) o rei costumava colocar pedras no caminho das pessoas que passavam pelo seu reino.
b) havia uma pedra no caminho para o palácio que era impossível de ser retirada.
c) uma pedra foi colocada no caminho do palácio apenas para testar as pessoas que por ali passavam.
d) a pedra pode ser associada a dificuldades que porventura possam surgir na vida das pessoas.




QUESTÃO 05 – No trecho “... enfureceu-se com os preguiçosos que insensatamente ...”, a palavra sublinhada significa, no contexto,
a) com persistência.
b) sem segurança.
c) sem sensibilidade.
d) sem bom senso.

QUESTÃO 06 – As alternativas abaixo apresentam sentimentos das pessoas ao encontrarem a pedra, exceto em:
a) impaciência.
b) contrariedade.
c) euforia.
d) fúria.

QUESTÃO 07 – “Uma noite, enquanto todos dormiam, ele pôs uma enorme pedra na estrada que passava pelo palácio.” Com base nesse trecho, pode-se afirmar que a intenção do rei era:
a) ensinar bons hábitos a seu povo.
b) praticar mais uma tarefa estranha e inútil.
c) verificar a sua popularidade no reino.
d) ensinar ao povo que não se deve ser ambicioso.

QUESTÃO 08 – Em todas as alternativas abaixo, a palavra, em destaque, está corretamente interpretada nos parênteses à direita, exceto em:
a)“... encontramos obstáculos e fardos no caminho.” (achar)
b)“... por ali passavam, reclamavam e resmungavam ...” (ir além de)
c)“... mas tropeçou nela e se estatelou no chão ...” (deitar por terra)
d)“... uma espada reluzente pendia à sua cintura.” (ofuscar)

QUESTÃO 09 – No trecho “Podemos reclamar em alto e bom som, enquanto desviamos deles se assim preferirmos ...”, a palavra em destaque, pode significar no contexto:
a) amigos.
b) empecilhos.
c) moleiros.
d) soldados.

QUESTÃO 10 – Todas as opções abaixo caracterizam o rei, exceto:
a) insensato.
b) sábio.
c) majestoso.
d) perspicaz.

QUESTÃO 11 – A alternativa em que a palavra grifada corresponde a um substantivo é:
a)“Ele era muito sábio e não poupava esforços ...”
b)“... ele pôs uma enorme pedra na estrada ...”
c)“Quem já viu tamanho descuido?”
d)“Já está quase escurecendo...”


QUESTÃO 12 - Na frase: Era pesada, pois estava cheia de alguma coisa. As palavras em destaque são adjetivos. Elas foram empregadas para
a) dar nome a um objeto.
b) caracterizar a caixa.
c) indicar o lugar onde estava a caixa.
d) informar o que havia na caixa.




PRODUÇÃO TEXTUAL ( realizar no caderno de produção textual)

“– Meus amigos – disse o rei –, com freqüência encontramos obstáculos e fardos no caminho. Podemos reclamar em alto e bom som enquanto nos desviamos deles se assim preferirmos, ou podemos erguê-los e descobrir o que eles significam. A decepção é normalmente o preço da preguiça.”

ATENÇÃO ÀS ORIENTAÇÕES:
* Baseando-se no conselho do rei, redija um texto narrativo de 15 (quinze) a 20 (vinte) linhas, focalizando o relacionamento entre as pessoas na sociedade  atual. Não esqueça:
* Dê um título a seu texto.
* Não copie fragmentos do texto.
* Faça letra legível
* Construa seu texto segundo a norma culta da língua.













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